Deus e Você

Só Deus pode criar
Mas você pode valorizar o que Ele criou
Só Deus pode dar a fé
Mas você pode dar o seu testemunho
Só Deus pode dar o amor
Mas você pode ensinar amar
Só Deus pode dar a alegria
Mas você pode sorrir à todos
Só Deus pode dar a força
Mas você pode apoiar à quem desanimou
Só Deus é a luz
Mas você pode fazê-la brilhar aos olhos dos seus irmãos.
Só Deus é o caminho
Mas você pode indicá-lo aos outros
Só Deus é a vida
Mas você pode restituir aos outros o desejo de viver
Só Deus pode fazer milagres
Mas você pode ser aquele que trouxe os cinco pães e os dois peixes
Só Deus pode fazer o que parece impossível...
Mas você pode fazer o possível
Só Deus se basta à si mesmo, Mas ele preferiu contar com você.
DEUS te abençoe....

Se Todos Fossem Iguais a Você

Imaginemos como seria se todos os brasileiros, num determinado momento, aceitassem a Jesus como Senhor e suficiente Salvador.
Por um certo período, haveria elevado índice de desemprego, como jamais visto na história de nossa nação.
Todos os motéis fechariam suas portas ou seriam transformados em hotéis. Recepcionistas, cozinheiros, vigilantes e faxineiros seriam demitidos.
Milhares de fábricas de aguardente, de cerveja e de outras bebidas alcoólicas encerrariam suas atividades, em virtude da queda brusca nas vendas. Seus proprietários, também convertidos, mudariam de ramo.
A Cia. de Cigarros Souza Cruz iria à falência, mas seus proprietários, convertidos, dariam graças a Deus por isso. Deixariam de contribuir indiretamente para a morte anual de milhares de brasileiros,em função das centenas de substâncias tóxicas do fumo.
Todas as casas de bingo, as lotéricas, os cassinos clandestinos, o jogo do bicho, as loterias federal e estadual, o Baú da (in)Felicidade, e tantas outras, encerrariam suas atividades.
Milhares de garçons estariam desempregados por causa do fechamento das boates, das casas noturnas de encontros e orgias, e dos milhões de bares.
Uma drástica mudança ocorreria nos programas televisivos. Sairiam imediatamente do ar os programas domingueiros especialistas em piadas imorais e em mostrar mulheres quase completamente despidas.
Os artistas da televisão e de teatro, que ganharam fama em falar sobre sexo ou em dizer palavrões, agora convertidos, aproveitariam seu tempo para contar histórias edificantes às crianças.
Não mais ouviríamos os gritos histéricos das “macacas de auditório”, aplaudindo seus ídolos e desmaiando em êxtase. Convertidas, aplaudiriam o Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo.
Uma centena de revistas deixaria de circular: as especializadas em fofocas, envolvendo personagens da televisão; as exclusivas para homens, as destinadas ao público gay e simpatizantes, e outras.
Grande desemprego nas editoras. Não mais seriam editados livros sobre ocultismo, Nova Era, Candomblé, Umbanda, Espiritismo, e sobre todas as seitas de que se tem notícia. Desapareceriam compradores para esse tipo de leitura. Aliás, todos os livros dessa espécie seriam queimados ou reciclados. Todas as casas que vendem produtos esotéricos seriam fechadas ou mudariam de ramo.
Imagens de barro, madeira, bronze, pedra, representativas de “santos” falecidos seriam destruídas. Seria revogado imediatamente o decreto-lei que declara que a padroeira do Brasil é a santa Maria. Seria substituído por uma declaração de todos brasileiros: “DEUS É O SENHOR DESTA NAÇÃO”. Finalmente, a imagem do Cristo Redentor, no Rio, cairia por terra. O entulho serviria para alguns desempregados fazerem os alicerces de suas casas. As fábricas de imagens iriam à falência. Muitas fábricas de vela fechariam suas portas.
Meninas de programa, prostitutas e prostitutos, agora convertidos, procurariam outro ofício, glorificando e exaltando o nome do Senhor Jesus.
O Governo cancelaria a distribuição gratuita de “camisinhas”, pois o sexo seria praticado somente no casamento.
Desapareceriam das prateleiras os filmes de violência e terror, pois os pais, conhecedores da Verdade, estariam criando seus filhos de conformidade com a Palavra de Deus.
Grande mudança ocorreria nas polícias estaduais. O contingente dessas corporações seria mínimo. Isto porque diminuiriam drasticamente as ocorrências policiais (estupros, assassinatos, orgias, quebra-quebra, violência contra a mulher). As Delegacias da Mulher e FEBEM seriam extintas, por óbvias razões.
Dada a abstinência do álcool e do fumo, os hospitais trabalhariam mais folgadamente. Em conseqüência, haveria menos consumo de remédios e menos acidentes com vítimas fatais, no trânsito.
Em função dessas mudanças repentinas na economia, a arrecadação de impostos sofreria um abalo muito grande. Por outro lado, haveria grande corrida ao seguro-desemprego. Todavia, outros setores gastariam menos, como por exemplo Segurança e Saúde. Não haveria sonegação, pois todos os brasileiros passariam a pagar corretamente seus impostos. A Receita triplicaria de um momento para outro. Haveria dinheiro suficiente para ajudar ao menos favorecido.
Os traficantes de droga se entregariam à polícia, e todos os bens oriundos do lucro da droga seriam entregues ao Governo para aplicação em obras sociais. Dada a inexistência de corrupção nos governos federal, estadual e municipal, os investimentos sociais seriam aplicados corretamente. Haveria uma significativa melhora no poder aquisitivo dos brasileiros.
Em conseqüência dessas mudanças, aumentaria em muito a edição de bíblias e assuntos correlatos. A oferta de emprego cresceria nessa área, com maior número de livrarias e locadoras evangélicas.
Embora ocorresse num primeiro momento milhões de desempregados, as manifestações sociais seriam pacíficas, sem violência. Os demitidos teriam ajuda financeira garantida e estariam cientes de que o Governo procuraria fazer justiça. Todos suportariam o momento difícil porque todos estariam confiantes no Senhor.
Todos os lares se transformariam em casas de oração, onde a família se reuniria para louvar ao Senhor, ler a Palavra e partir o pão. A evangelização não mais teria como alvo o povo brasileiro, mas as outras nações. Milhares de missionários seriam enviados pelas igrejas brasileiras para outros países.
A queda no turismo sexual seria compensada pelo aumento do turismo evangélico. Irmãos de todo o mundo viriam ver in loco a notável mudança. O Brasil seria exportador da fé evangélica.
Carnaval, pagode, roda de samba, nem falar. O Sambódromo (Rio) seria transformado em escola pública, gratuita. Nossas jovens não mais sonhariam em desfilar seminuas pelas avenidas, ou em serem estrelas do “tchan”. Elas teriam sonhos mais elevados.
Elevaria em muito o número de casamentos, resultando em maior oferta de emprego nos cartórios para atender a demanda, porque os casais não mais desejariam viver amancebados. Os jovens, não desejando praticar o sexo ilícito, estariam mais inclinados ao casamento oficial.
Utopia? Apenas um sonho? Decerto nunca chegaremos a tanto. A esperança nossa é que durante mil anos, na plenitude dos tempos, esta Terra será governada pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. No Milênio, não haverá mulheres estéreis; as doenças serão reduzidas e muitas enfermidades crônicas serão curadas; os habitantes da Terra viverão mais tempo: “aquele que morrer com cem anos será tido como jovem”; a justiça predominará, porque “reinará um rei com justiça”; será contida a fúria dos terremotos, furacões, tornados, maremotos, vulcões e de todos os fenômenos naturais que abalam e devastam a humanidade nos dias atuais; todos conhecerão mais a Deus, porque o diabo não mais poderá “cegar o entendimento” das pessoas. Por tudo isso, devemos continuar orando: “VEM, SENHOR JESUS” (Apocalipse 22.20).


Autor: Pr Airton Evangelista da Costa

Escalar Árvores ou Sentar nos Ramos

de Max Lucado

José estava sentado firmemente no seu galho na árvore. Este era grosso, confiável e perfeito para servir de assento. Era tão forte que não tremia com as tempestades, nem se agitava quando os ventos sopravam. Aquele ramo era previsível e sólido e José não tinha intenção de deixá-lo.

Isso até que lhe ordenaram que subisse num outro ramo.

Sentado a salvo em seu ramo, ele olhou para aquele que Deus queria que subisse. Jamais vira outro tão fino! "Esse não é lugar para um homem ir!" disse consigo mesmo. "Não há lugar para sentar. Não há proteção das intempéries. E como seria possível dormir pendurado nesse galhinho vacilante?" Ele recuou um pouco, apoiou-se no tronco e pensou na situação.

O bom senso lhe dizia que não subisse no galho. "Concebido pelo Espírito Santo? Pense bem!"

A autodefesa lhe dizia para não fazer isso. "Quem vai acreditar em .mim? O que nossas famílias vão pensar?"

A conveniência o aconselhava a não fazê-lo. "Bem quando eu esperava estabelecer-me e criar uma família."

O orgulho lhe recomendava o mesmo. "Se ela pensa que vou acreditar numa história dessas..."

Mas Deus lhe dissera para fazer isso, sendo essa a sua preocupação.

A idéia o aborrecia porque estava feliz na situação presente. A vida perto do tronco era boa. O seu ramo era suficientemente grande para permitir que ficasse confortável. Ele estava próximo a inúmeros outros sentadores em galhos fizera algumas contribuições válidas para a comunidade de árvores. Afinal de contas, não visitava regularmente os doentes no Centro Médico do Ramo Norte? Não era ele também o melhor tenor no Coral do Arvoredo? E o que dizer da aula que dava sobre herança religiosa, com o título apropriado de "Nossa Arvore Genealógica"? Deus certamente não ia querer que deixasse tudo isso. Ele tinha... bem, poderia ter dito que tinha raízes no lugar.

Além disso ele conhecia o tipo de sujeito que se atira a uma aventura sozinho. Radical. Extremista. Liberal. Sempre se excedendo. Sempre agitando as folhas. Sujeitos com a cabeça cheia de idéias estranhas, procurando frutas estranhas. Os que são estáveis são aqueles que sabem como ficar perto de casa e deixar as coisas correrem.

Acho que alguns de vocês compreendem José. Sabem como ele se sente, não é? Já estiveram ali. Você sorri porque já foi também chamado para arriscar-se e subir em outro galho. Conhece o desequilíbrio gerado quando tenta manter um pé na sua própria vontade e outro na dele. Você também enfiou as unhas na casca da árvore para segurar-se melhor. Você conhece muito bem as borboletas que voam na boca de seu estômago quando percebe que há mudanças no ar.

Talvez mudanças estejam justamente no ar agora. Talvez você esteja em meio a uma decisão. É difícil, não é mesmo? Você gosta do seu ramo. Acostumou-se com ele e ele com você. Da mesma forma que José, você aprendeu a sentar. Você ouve então o chamado. "Preciso que suba em outro ramo e
... tome uma posição. Algumas das igrejas locais estão organizando uma campanha anti-pornografia. Elas precisam de voluntários”.
… mude. Pegue sua família e se mude para o exterior, tenho um trabalho especial para você"
… perdoe. Não importa quem feriu quem primeiro. O que importa é que você construa a ponte."
... evangelize. Aquela família da mesma rua? Eles não conhecem ninguém na cidade. Vá falar com eles."
… sacrifique. O orfanato tem uma hipoteca que vai vencer este mês. Eles não podem pagá-la. Lembra-se do abono que recebeu na semana passada?"

Qualquer que seja a natureza do chamado, as conseqüências são as mesmas: guerra civil. Embora seu coração possa dizer sim, seus pés dizem não. As desculpas surgem como folhas douradas quando sopra um vento de outono. "Essa não é a minha área." "É hora de outro tomar a responsabilidade." "Não agora. Faço isso amanhã"

Mas eventualmente você acaba contemplando uma árvore nua e uma escolha difícil: A vontade dele ou a sua?

José escolheu a dele. Afinal de contas, era realmente a única opção. José sabia que a única coisa pior do que uma aventura no desconhecido era a idéia de negar seu Mestre. Resoluto então, ele agarrou o ramo menor. Com os lábios apertados e um olhar decidido, colocou uma mão na frente da outra até que ficou balançando no ar com apenas a sua fé em Deus como uma rede protetora.

Conforme o desenrolar dos acontecimentos, os temores de José foram justificados. A vida não se mostrou mais tão confortável quanto antes. O galho que agarrou era de fato bem fino: o Messias deveria nascer de Maria e ser criado em sua casa. Ele tomou banhos frios durante nove meses para que o nenê pudesse nascer de uma virgem. Ele teve de empurrar as ovelhas e limpar o chão sujo para que sua mulher tivesse um lugar para dar à luz. Ele se tornou um fugitivo da lei. Passou dois anos tentando aprender egípcio. Houve ocasiões em que esse ramo deve ter balançado furiosamente ao sabor do vento. Mas José apenas fechou os olhos e continuou firme.

Você pode estar, no entanto, certo de uma coisa. Ele jamais se arrependeu. A recompensa de sua coragem foi doce. Um só olhar para a face celestial daquela criança e ele teria feito tudo de novo num momento.

Você já foi chamado a aventurar-se por Deus? Fique certo de que não vai ser fácil. Subir em galhos nunca foi fácil. Pergunte a José. Ou, melhor ainda, pergunte a Jesus.

Ele sabe melhor do que ninguém quanto custa ser pendurado num madeiro.

O Peso de um Pedaço de Papel

Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, aproximou-se do proprietário, conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos, argumentando sobre a enfermidade de seu marido e sua conseqüente impossibilidade de prover o sustento da família.

O dono do armazém zombou dela e pediu para que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família, a pobre mulher implorou:

— Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que tiver.

Mas ele lhe respondeu que ela não tinha crédito nem conta em sua loja.

Em pé, no balcão ao lado, um freguês que ouvia a conversa entre os dois, aproximou-se do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.

Então, o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
— Você tem uma lista de mantimentos?

— Sim! — respondeu ela.

— Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar eu lhe darei em mantimentos!

Não compreendendo a proposta, a pobre mulher hesitou por uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel e nele escreveu alguma coisa, depositando-o, em seguida, na balança. Os três ficaram admirados quando o prato da balança, com o papel, desceu e permaneceu embaixo.

Completamente pasmo com o marcador da balança, o comerciante se virou lentamente para o seu freguês e comentou, contrariado:
— Eu não posso acreditar!

O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança e, como a escala da balança não equilibrava, pendendo sempre para o lado do pedaço de papel, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.

O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido, até que finalmente pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado. Não era uma lista de compras, mas, sim, uma oração, que dizia: “Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isso em suas mãos...”.

O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém.

O freguês pagou a conta e disse:
— Valeu cada centavo. Só Deus sabe o quanto pesa uma oração.

Ao terminar de ler esta mensagem, faça uma oração. É só isso o que você deve fazer. Não existe impossível para DEUS! Jamais desista daquilo que você realmente quer.
Lembre-se, a pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que possui todos os fatos.

Mensagem de Esperança

Você, provavelmente, deve ter o seu espinho na carne. E, também, tem clamado ao Pai, para que lhe seja retirado. Deus permitiu o espinho na carne de Paulo, para que ele não se ensoberbecesse (v.7). Assim, em vez de um Paulo são, tivemos um São Paulo. Se você tem orado, e a sua dor não tem passado, aceite-a como permissão de Deus, para o seu benefício espiritual, e conte com a sua graça.
A minha graça te basta
- Diz o Senhor, para que sintas a tua fraqueza e recorras ao meu poder.
- Para te fortalecer o ânimo, firmar os pés, a fim de que não desanimes, nem tropeces no caminho.
- Para te fortificar a fé e fazer de ti um filho à altura do meu nome.
- Para creres que todo esse sofrimento será transformado em bem aventurança e vitória, por toda a eternidade, porque “a minha graça é melhor do que a vida” (Salmo 63.3).
- Pra você saltar muralha” (Salmo 18-29).

A Família Mais Rica da Igreja

de Eddie Ogan
Traduzido por Paulo Vieira

Eu nunca vou esquecer a Páscoa de 1946. Eu tinha 14 anos. Minha irmãzinha, Olga, tinha 12, e minha irmã mais velha, Darlene, tinha 16 .

Nós morávamos numa casa de periferia com nossa mãe, e todas sabíamos o que era ficar sem muitas coisas. Meu pai havia morrido 5 anos antes, deixando mamãe para cuidar de 7 filhos em idade escolar, e sem dinheiro.

Até 1946 minhas irmãs mais velhas já haviam casado e meus irmãos já haviam deixado o lar. Ficamos somente eu, Darlene e Olga com mamãe.

Um mês antes da Páscoa o pregador da Igreja anunciou que uma oferta especial seria feita na Páscoa para ajudar uma família pobre. Ele pediu publicamente a todo o mundo para poupar e dar de forma sacrificial.

Quando chegamos em casa nós falamos sobre o que poderíamos dar. Decidimos comprar 20 quilos de batatas e nos alimentarmos só delas durante aquele mês.

Assim, poderíamos poupar R$20 para a oferta. Então decidimos que não utilizando muita luz, nem escutando rádio à noite poderíamos economizar na conta de energia.

Darlene decidiu trabalhar fazendo faxina. Olga e eu resolvemos trabalhar de babá para arrecadar mais para a oferta. Por 30 centavos, conseguimos bastante material para costurar panos de cozinha e depois os vendemos por R$2,00. Conseguimos arrecadar R$40 com aqueles panos.

Aquele mês foi um dos melhores de nossas vidas. Todo dia contávamos o dinheiro poupado e durante a noite, em meio à escuridão de nossa casa, falávamos sobre aquela família pobre e como iriam gostar de ter o dinheiro que a igreja se propusera a dar.

Havia 80 membros naquela igreja, então calculamos que a oferta deveria ser umas 20 vezes maior do que o valor que nós teríamos para dar, pois a cada Domingo o pregador lembrava à congregação sobre a oferta sacrificial.

Um dia antes da coleta especial da Páscoa, Olga e eu andamos até o mercadinho e lá trocamos o dinheiro velho por notas novas. O gerente nos deu 3 notas de $20 e uma de $10 por todo o trocado que a gente tinha.

Nós corremos satisfeitas para nossa casa a fim de mostrarmos aquelas cédulas novinhas a mamãe e Darlene. Nós nunca tínhamos visto tanto dinheiro em nossas vidas.

Naquela noite estávamos tão animadas que mal conseguimos dormir. Queríamos que amanhecesse logo para irmos à Igreja entregar a nossa oferta.

Nós nem nos importávamos com o fato de não termos vestidos novos para a Páscoa, porque já tínhamos os $70 para ofertar àquela família pobre.

Quase não conseguimos chegar à reunião da igreja a tempo. Amanheceu chovendo, nós não tínhamos um guarda-chuva e o prédio da igreja ficava a mais de um quilômetro de nossa casa.

Darlene tinha buracos nos sapatos, tão gastos que estavam, pois ela também os usava para ir todo dia à escola. Por isso ela colocou papelão dentro. Mesmo assim, ficou com os pés molhados.

Nós tomamos nosso lugar no salão que havia sido construído todo em madeira há uns vinte e cinco anos antes. Estávamos meio molhadas, mas estávamos todos animados.

Eu ouvi um jovem comentar sobre nossos vestidos velhos. Eu olhei para as moças e as senhoras da Igreja nos seus vestidos novos, mas eu me sentia rica.

Quando a oferta foi feita estávamos na segunda fileira da frente. Mamãe colocou a nota de $10 e, cada uma de nós três colocamos uma nota de $20.

Ao voltarmos para casa depois do culto, nós cantamos durante o caminho todo. Para o almoço mamãe preparou uma surpresa. Ela tinha comprado 12 ovos para a Páscoa. Nós comemos ovos cozidos com batatas fritas.

Era Tarde naquele dia quando, de repente, alguém bateu à nossa porta. Era o pregador! Mamãe imediatamente abriu o ferrolho e o recebeu em nosso pequeno terraço. Ninguém sabia do que se tratava.

Quando ela se despediu dele e voltou para a sala, estava segurando um envelope. Nós perguntamos o que era, mas ela não disse uma palavra sequer. Ela abriu o envelope e caiu dinheiro. Lá estavam 3 notas novas de R$20 , uma de R$10 e 7 de R$1.

Mamãe colocou o dinheiro no envelope e nós permanecemos em silêncio. Nós ficamos lá, imóveis, olhando para o chão e umas para as outras. Os sentimentos mudaram.

Pela manhã naquele dia, nos sentíamos como milionárias. Agora à noite, soubemos que éramos as pessoas mais pobres da igreja.

Durante nossa infância, tivemos uma vida tão feliz que sempre sentíamos pena daqueles que não tinham pais como os nossos e uma casa cheia de irmãos e irmãs.

Nós achávamos divertido compartilhar talheres e ver quem iria comer com garfo e quem com colher durante aquelas refeições tão simples. Só tínhamos duas facas e sempre era preciso usá-las rapidamente, passando-as depois para quem ainda não havia jantado.

Eu sabia que outras pessoas tinham mais do que a gente mas, nós nunca nos achamos pobres. Naquela Páscoa, porém, eu fiquei sabendo que éramos.

Se o pregador nos trouxe o dinheiro para a família pobre, então, realmente, devíamos ser pobres. Eu não gostei da idéia de ser pobre.

Eu olhei para meu vestido desbotado e sapatos desgastos e tive vergonha de mim – eu não queria mais voltar àquela igreja. Todo mundo lá, a esta altura, já devia saber que éramos pobres.

Eu pensei sobre a escola. Eu estava no primeiro ano colegial e no topo da minha turma de mais de 100 alunos. A lei só exigia estudo até a oitava série. Eu resolvi que não iria mais para a escola.

Ficamos sentadas sem trocarmos uma palavra sequer, durante um bom tempo. Ao cair da noite, fomos dormir.

Durante toda aquela semana nós fomos e voltamos da escola, sem aquelas alegres conversas que tínhamos até então. Finalmente, no Sábado, mamãe perguntou o que iríamos fazer com o dinheiro.

O que é que pobres faziam com dinheiro? Nós não tínhamos a menor idéia porque não sabíamos que éramos pobres.

Naquele Domingo nós não queríamos ir ao culto. Estávamos com tanta vergonha. Mas mamãe, gentilmente, nos fez ir. Embora fosse um dia lindo, nós não conversamos no caminho até a igreja. Mamãe começou a cantar, mas, ninguém a acompanhou, e ela só cantou um estrofe.

No culto, um missionário estava nos visitando. Ele pregou sobre as igrejas na África. Ele disse que lá os irmãos faziam manualmente seus próprios tijolos para a construção de seus prédios. Ele contou também que, apesar de todo o esforço, ainda lhes faltava dinheiro para colocar um telhado nos prédios.

Ele disse que com $100 daria para comprar o material necessário para cobrir o prédio de uma igreja.

O pregador perguntou: “Será que nós podemos ajudar este povo pobre?” Nós nos olhamos entre nós e sorrimos pela primeira vez naquela semana.

Mamãe pegou o envelope e o deu a Darlene. Darlene me deu e eu passei para Olga. Olga, sorridente, o colocou na sacola da coleta.

Quando a oferta foi contada o pregador anunciou que fora arrecadado um pouco mais de $100.

O missionário ficou tão animado. Ele não podia imaginar uma oferta de uma congregação tão pequena. Ele disse, “Vocês devem ter algumas pessoas realmente ricas nesta igreja.”

De repente, nos ocorreu que nós demos $87 daqueles pouco mais de $100. Agora nós éramos a família mais rica da igreja. Daquele dia em diante eu nunca mais me senti pobre. E, sempre tenho me lembrado do quanto sou rica porque eu tenho a Jesus!



Foi Jesus mesmo que disse “Mais bem-aventurado é dar que receber.” Atos 20:35

Deus promete abençoar aqueles que ajudam os necessitados.

Deut 15:10 Quanto ao pobre, Deus disse: “Livremente, lhe darás, e não seja maligno o teu coração, quando lhe deres; pois, por isso, te abençoará o Senhor, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo o que empreenderes.”

Deut 24:19 Quando, no teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não voltarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda obra das tuas mãos.

Provérbios 28:27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.